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DIA DA CONSCIENCIA NEGRA E OS QUILOMBOS DE BUZIOS

O bairro da Rasa tem uma peculiaridade histórica. Seus moradores são na sua grande maioria negros, ainda uma marca dos tempos da escravidão.

No local, os navios negreiros desembarcavam os negros vindos de Angola, que eram batizados com os nomes das famílias proprietárias das fazendas de banana onde iam trabalhar.

— Após a abolição, alguns negros viraram arrendatários das terras, mas a escravidão ainda permaneceu emquilombo num lugar chamado Barreira — explica um dos fundadores da Associação dos Remanescentes do Quilombo da Rasa, Valmir Conceição Oliveira. certos locais. Foi nessa época, que os escravos da Fazenda Campos Novos se revoltaram e criaram um

E foi para preservar essa história e garantir os direitos da população que a entidade nasceu. Uma de suas metas é garantir a devolução das terras aos remanescentes dos quilombolas. O processo já está em Reforma Agrária (Incra). andamento no Instituto Nacional de Colonização e

— O Incra está fazendo a regularização fundiária de toda a área histórica de Búzios e colocará placas indicativas nas terras que foram dos quilombolas — explica o assegurador de quilombos do instituto, Celso Souza Silva.

Projeto de Extensão Acuia 

O projeto de extensão ACUIA - Acervo Comunitário Dona Uia - Assessorando a construção da memória viva do Quilombo da Rasa - é vinculado ao curso de Serviço Social da Universidade Federal Flumimense (UFF/ PURO) e vem atuando junto à Associação do Quilombo da Rasa.
O objetivo do projeto é a construção de um acervo cultural e político da memória viva da comunidade. Esse acervo visa contribuir na preservação da herança cultural e material da comunidade da Rasa.
A partir de uma posição historicamente desfavorável no que diz respeito às relações de poder, comunidades quilombolas vêm lutando não só pelo acesso à terra, mas pelo direito de serem sujeitos de sua própria história. A proposta do acervo é de contribuir no processo de valorização da identidade política deste grupo, legitimando e fortalecendo sua luta pelo acesso a direitos sociais.
O projeto teve início em dezembro de 2007 e sua metodologia envolve: participação de alunos de diferentes formações; presença ativa dos quilombolas como multiplicadores; realização de entrevistas abertas e semi-estruturadas com membros da comunidade; observação participante em fóruns e reuniões; grupos focais com diferentes segmentos da comunidade; levantamento bibliográfico, documental e de material para o acervo; reuniões de planejamento e avaliação das atividades. 
O Observatório Quilombola publica todas as informações que recebe, sem descartar ou privilegiar nenhuma fonte, e as reproduz na íntegra, não se responsabilizando pelo seu conteúdo.

Vídeo Memória da rasa ( parte do projeto Acuia )





A associação está atenta quanto à regularização de suas terras. Nesse momento, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou mais velocidade nas ações do Governo Federal nas áreas ocupadas por comunidades remanescentes de quilombos, e estabeleceu a meta de titular 35 destas comunidades até outubro, ele anunciou que, em breve, vai convocar reunião com todos os ministérios e órgãos federais envolvidos na Agenda Social Quilombola. Além de acelerar as titulações, o objetivo é intensificar as ações de assistência e desenvolvimento local. Dentre os grupos quilombolas que deverão receber o título definitivo das terras que ocupam está a maior comunidade do Brasil: Kalunga, em Goiás, cujas 600 famílias serão beneficiadas com 261 mil hectares de área total. Outras comunidades cujos processos de titulação estão praticamente prontos são Mocambo (SE, com 113 famílias), Casca (RS, 85 famílias), Rincão dos Martimiamos (RS, 55 famílias) e São Miguel (RS, 153 famílias).

Quilombos da Região dos Lagos

Para o deputado Carlos Santana, é imprescindível uma solução breve para as comunidades quilombolas do Rio de Janeiro. Vamos agilizar a aprovação do estatuto na Câmara para reforçar também constitucionalmente o cumprimento da demarcação nas comunidades que ainda faltam, ou que estejam enfrentando algum entrave burocrático no processo para titulação das terras’.
- As comunidades de Botafogo (Cabo Frio), Caveira (São Pedro da Aldeia), Rasa (Búzios), Sobára (Araruama), na Região dos Lagos, também são bandeiras de luta do meu mandato. Num futuro próximo, vou marcar uma reunião para que possamos levar adiante as necessidades destas comunidades - finalizou o deputado.

E vamos ver que tipo de homenagem prepara a Prefeitura de Búzios para o Dia da Conciência Negra. 







Fonte: Jornal O globo, Observatório Quilombola, Jornal 1ª hora


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